Pense em sustentabilidade e ganhe em criatividade

Gisela Kassoy é especialista em Criatividade, Inovação e Adoção de Mudanças e por meio de consultoria, seminários, palestras e facilitação de grupos de ideias, realizou trabalhos em quase todo o país e nos EUA, Europa e América Latina.

Leia já o seu artigo e perceba, o quanto você pode “criar”…

Gisela Kassoy

Palestrante e Consultora

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A ideia de responsabilidade social incorporada aos negócios interessa também às empresas.

Já percebeu quantos exemplos de criatividade estão relacionados à sustentabilidade? Não falo só do trabalho de artistas, artesãos, arquitetos e engenheiros – pessoas criativas por definição. Falo também de ideias para novas fontes de trabalho, de se comunicar, de evitar desperdícios e assim por diante. O trabalho como consultora em criatividade e inovação me permitiu presenciar várias influências ao pensamento humano. Sustentabilidade é uma delas. Assim, quando atuo com geração de ideias para questões sócio-ambientais, enfatizo:

Um novo olhar – É o momento de questionar hábitos, rotinas, o “sempre foi assim”, ver o antigo com olhos novos. Quando, por exemplo, se deixa de ver garrafa pet como tal, percebe-se a matéria prima para a construção de luminárias, objetos de decoração e até aquecedores solares e tijolos.

União dos paradoxos – Progresso ou ambiente? Lucro ou sustentabilidade? Curto prazo ou longo prazo? Peço às pessoas que evitem a palavra “ou”. O pensamento inclusivo provoca um “upgrade” na criatividade. As soluções terão que aceitar duas ou mais variáveis, que deixarão de ser vistas como opostas.

Amplitude de visão – Comportamentos sustentáveis exigem mais do que a visão do presente. Ou seja, o valor de um produto não é apenas seu custo-benefício, mas sua cadeia produtiva – quem ou o que foi prejudicado até um produto chegar as minhas mãos, seu ciclo de vida – quem ou o que poderá ser prejudicado depois de eu ter consumido o produto. Cada implicação aumenta o conhecimento e dá chance para novas ideias.

Polinização de ideias – Costumo estimular os grupos com os quais trabalho a pensar em ideias de outros universos. Empresas podem aproveitar ideias de ONGs e vice-versa. É possível também adaptar comportamentos da natureza. O importante, nesses casos, é não ver apenas o todo da ideia, mas as partes que podem ser aproveitadas. Por exemplo: folhas de árvores quando caem sobre a terra se reciclam naturalmente. O que podemos criar pensando em sucata que cai? Que tal um processo de coleta automático com o das folhas?

Colaboração – Campanhas, redes e uma crença no bem comum. Lentamente o paradigma hierárquico dá espaço para pensar e agir colaborativamente. Com certeza as ideias e a prática da sustentabilidade aceleram este processo.

Otimismo – Apesar das previsões catastróficas de alguns ambientalistas, o pensamento sócio-ambiental é necessariamente otimista. Afinal, para que ajudar o planeta se não acreditamos na possibilidade de melhorá-lo? Da mesma forma, para se ter ideias novas – e, portanto desconhecidas – é preciso acreditar que elas virão.

Mudança cultural – Pensar e se comportar considerando a sustentabilidade gera uma mudança cultural. Envolve visão de futuro, do planeta, dos outros. Envolve mudar a forma de pensar, como citei acima. E como qualquer mudança cultural, exige abertura e flexibilidade. Bom para o mundo e bom para nossas mentes.

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